Bandas brasileiras que você não conhece…(Charme Chulo)
agosto 9, 2010

Vou começar uma série de postagens sobre bandas brasileiras muito boas, que provavelmente ninguém, ou pouquissíma gente conhece.
Não porque não são boas, mas por não fazerem música para o mainstream radiofônico e por estarem fora do eixo Rio-São Paulo.
Como primeira banda, apresento a quem não conhece a banda paranaense Charme Chulo, uma banda que faz a estranha, porém interessante e incrivelmente boa mistura entre a música caipira de raiz de um Almir Sater com o indie alternativo dos Smiths.
Como exemplo dessa barbaridade que eu acabei de dizer, fica o clipe de Mazzaropi Incriminado:
A banda anda crescendo no cenário brasileiro e merecem, as letras são muito interessantes e a sonoridade é original, algo muito raro hoje em dia.
Quem quiser conhecer mais sobre a banda visite o myspace ou o canal do youtube, com vários vídeos interessantes.
Eles já vão no segundo disco, e que venha o terceiro…
The underground is dead…
agosto 6, 2010
Faz muito tempo que percebi uma coisa, que a internet matou o underground!!!!! Quem viveu a adolescência nas décadas de 80/90 e se interessou por quadrinhos, música, ou algo que fizesse parte do dito underground vulgo “coisas estranhas” sabe. As tapes trocadas com os cds do nirvana, o bleach era algo como um tesouro a ser encontrado. Se vc fosse punk e quisesse encontrar algo do black flag ou dos Dead Kennedy’s a luta era selvagem, fuçar sebos, comprar fitinhas na galeria do rock, encontrar um punk endinheirado que tinha vinilzões importados da Inglaterra ou EUA. Pior era ser gótico, e quando eu digo gótico não estou me referindo ao nightwish e nem ao within temptation, estou me referindo ao verdadeiro GOTH!!!!!!!!!! Coisas como Bauhaus, Poésie Noire, Fields of the Nephilim e afins, bandas do verdadeiro goth 80′s, cujos cd’s eram como pepitas de ouro numa serra pelada já quase sem ouro nenhum e cheia de garimpeiros. A troca de fitas, e zines, e revistas importadas, era a única forma possível de se encontrar certas coisas, e não é que eu sinta falta disso, mas ser do underground aquela época, era ser basicamente um super-herói aos olhos do resto do mundo que era obrigado a ouvir titãs, legião urbana e paralamas do sucesso, não que sejam bandas ruins, mas era o que a mídia lhe enfiava ouvido abaixo. Claro que com o tempo isso piorou, hoje o que te enfiam ouvido abaixo é nxzero, restart e lixos afins. Sem contar o fato que qualquer fan de nxzero mais ou menos bem informado já ouvir falar de husker du, e pode argumentar que uns anos atrás ser melocore, ou emocore era aceitável e interessante. Claro que não dá pra comparar husker du com fall out boy, ou my chemical romance, mas há ali algo de husker du. Concluindo, a internet facilitou o acesso, e graças a ela conheci muita coisa que antes seria virtualmente impossível, possibilitou o sucesso de ótimas bandas como o arcade fire e o arctic monkeys, mas por outro lado, banalizou a informação de tal forma, que conseguiu algo que nossos pais não conseguiram, matar o underground que existia dentro de nós.
Zines, sim, isso já existiu…
Os subúrbios do arcade fire
agosto 6, 2010

Era com muita expectativa que todo mundo que gosta de rock alternativo aguardava pelo novo cd do arcade fire, o que ninguém poderia saber era que esse cd pudesse ser tão bom!
The suburbs, vem 3 anos depois do aclamado e também incrível neon bible, que sucedeu o primeiro cd o espetacular funeral.
O que basicamente significa que o arcade fire nos últimos 6 anos, tem sido uma das melhores bandas do mundo, lançando cd’s consistentes, sempre na lista dos melhores e mantendo uma qualidade que já veio alta no cd de estréia, e até mesmo antes, no EP arcade fire que já contava com músicas como no cars go.
Conheci arcade fire numa noite em lisboa, ligado a MTV despretensiosamente, quando de repente começa aquele clipe simples porém cativante, aquele piano incessante, a melodia contagiante e o violino.
Rebellion (lies), era tudo isso e muito mais, pra mim a melhor música de 2004, fui conhecer mais sobre a banda e dei de cara com power out e no cars go, era impossível não perceber ali qualquer coisa de originalidade.
O tempo passou, o arcade fire amadureceu e veio o segundo cd, o magistral Neon bible e seus orgãos e arranjos de cordas.
Intervention, black mirror, a regravação de no cars go, e my body is a cage são músicas geniais, e pra mim a melhor música de 2007 era mais uma vez do arcade fire, my body is a cage, ganhou um fanvid que ficou famoso e foi citado por vários famosos incluindo Bruce Springteen que ao conhecer Win Butler citou o tão famoso vídeo.
E o arcade fire, agora uma superbanda a nível mundial, levou sua bíblia aos fans devotos de todo o mundo, e depois sumiu por um tempo, e começou a preparar a volta, haviam passado pela prova do segundo cd, e precisavam agora mostrar que poderiam manter toda a notoriedade que ganharam no terceiro.
3 anos depois, eis que depois de um burburinho em torno das gravações, o que fariam, que direção iriam seguir, chega até nós The suburbs.
E bem, the suburbs é até o dia 6-8-2010 o melhor cd do ano!!!
É um cd diferente, as melodias continuam ali, os violinos tbm, os teclados tbm, mas foi tudo arranjado de maneira diferente, de forma a dar uma sonoridade mais “crua”, tem folk, tem rock alternativo, indie, tem até technopop.
A primeira coisa que se percebe de diferente são os toque eletronicos em diversas músicas, coisa que eles ainda não haviam feito antes, ao menos não de forma óbvia.
O cd também assusta pela quantidade de músicas, são 16!!!!!!!!!
E o mais incrível, são 16 músicas realmente boas, não consigo apontar nenhuma música ruim, existem são as diferentes propostas, músicas mais intimistas, mais arranjadas, mas são todas excelentes, e com letras incríveis.
As melhores músicas do cd são a the suburbs, ready to start, , modern man, city with no children, we used to wait e sparawl II.
Sprawl II é incrível, technopop com algo cocteau twins 80′s, a Regine deveria definitivamente cantar mais nos cd’s, ready to start é exatamente isso mesmo, letra incrível, melodia pulsante, é arcade fire no seu melhor.
E para variar a melhor música do ano pra mim é we used to wait, talvez porque siga a linha aberta por rebellion, o piano incessante, o backing feminino, a melodia arrebatadora, tudo isso da continuidade ao trabalho e confirma o que já se sabia, que os arcade fire são uma banda espetacular, criativa e que nunca decepciona.
